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Aureliano Lima nasceu em Carregal do Sal, em 23 de Setembro de 1916. Com apenas cinco anos, mudou-se com os pais para Lagares da Beira, Oliveira do Hospital, onde manteve residência durante vários anos. Aos 20 anos, já na Figueira da Foz, trabalhou como praticante de Farmácia e, três anos mais tarde, em Coimbra, passou, como funcionário, pela Penitenciária. Duas actividades que não fizeram desaparecer o gosto e a sensibilidade pela arte que sempre demonstrou. E foi em Coimbra que montou um pequeno atelier, o berço das suas primeiras obras, quer na escultura, quer na poesia. Em 1958 vai para o Porto e pouco tempo depois para Vila Nova de Gaia, onde chegou a partilhar um atelier com o escultor Manuel Pereira da Silva. Foi a entrada em definitivo para os meios artísticos e culturais, uma porta aberta a novas experiências, a novas criações e actividades. Colaborou em diversos jornais e revistas literárias, como Vértice, Seara Nova, Diário de Coimbra, O Comércio do Porto, Jornal de Notícias, Diário de Lisboa, Colóquio/Letras, etc.
Entre 1965 e 1968 foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris, onde frequentou como escultor os «Ateliers Szabo». Tem obras de escultura e pintura em diversos museus, praças públicas e colecções particulares. Entre elas, destaque para três esculturas: “Homenagem”, uma peça em bronze com 2,10m de altura, no interior da Biblioteca Municipal de Vila Nova de Gaia, “O Grito”, monumento em Nelas com 4,30m, e o monumento a Fernando Pessoa, na Vila da Feira, com 5 metros de altura. Das suas mãos saíram também diversos bustos: Miguel Torga, Afonso Duarte, Paulo Quintela, Antero de Quental, Camilo Castelo Branco, Nietzsche, Beethoven, Eduardo Lourenço e Mário Braga, entre vários outros. Na poesia é autor de vários livros: “Rio Subjacente” (Prémio Galaica de poesia, 1961), Porto 1963, “Os Círculos e os Sinais”, ed. do Autor, Porto 1974, “Tempo de Dentro-Fora”, ed. do Autor, Porto 1974, “O Homem Cinzento ou a Alquimia dos Números”, ed. do Autor, Porto 1975, com prefácio de Fernando Guimarães, “Cântico e Eucalipto”, Brasília Editora, Porto 1979, “Espelhos Paralelos”, Brasília Editora, Porto 1983, “O Leito e a Casa”, Brasília Editora, Porto 1986, “O Dr. De Vila Seca”, Col. Leopardo Azul, Porto 1990. A sua obra, em que os valores dramáticos assumem uma importância extrema, está representada em diversas antologias de poesia.
Morreu em Gaia em 15 de Dezembro de 1984.
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